

1 Outubro
O 51º Aniversário da República de Chipre foi comemorado com uma série de eventos em todo o país e no exterior. As comemorações culminaram com uma parada militar em Nicosia a que presidiru o Presidente Demetris Christofias que posteriormente ofereceu uma recepção no Palácio Presidencial onde recebe o corpo diplomático e consular.
Chipre declarou a independência da Inglaterra a 16 de Agosto de 1960. Chipre foi uma colónia do Império Britânico de 1878 a 1960. Alcançou a Independência após cinco anos de luta (1955-1959). Em 1960 terminou a dominação britânica com a assinatura do Tratado de Zurique-Londres tendo sido proclamada a República de Chipre. O Arcebispo Makarios III foi o primeiro Presidente da nova República.
Em Julho de 1974 a Junta Militar Grega no poder em Atenas lançou um golpe de Estado contra o legítimo governo Cipriota. Este golpe serviu de pretexto à Turquia para invadir Chipre e expulsar do seu próprio território 40% da população Cipriota Grega que viu as suas casas e bens confiscados.
Chipre tem desde então 37% do seu território militarmente ocupado pela Turquia.
Isolada internacionalmente (nenhum país reconheceu a ocupação) a Turquia continua a ameaçar Chipre e a Europa comprometendo a sua própria vontade de adesão à Comunidade Europeia ao não aplicar o Protocolo de Ankara que assinou com a União Europeia.
A Turquia continua a não reconhecer a República de Chipre, um dos Estados membros da União Europeia, e a impedir o acesso dos navios e aviões Cipriotas aos seus portos e aeroportos.
Cerca de 40 000 soldados turcos continuam a ocupar ilegalmente o norte de Chipre apesar da condenação internacional.
As Nações Unidas mantêm uma força na zona tampão que divide a ilha e que passa pelo centro da capital, Nicosia, a única capital do mundo ainda dividida.
Decorrem, desde Setembro de 2008, negociações directas com vista à reunificação do país entre o Presidente da República de Chipre, Demetris Christofias, e o líder da Comunidade Cipriota Turca Dervis Eroglu. Estas negociações têm como objectivo alcançar uma solução mutuamente aceitável que salvaguarde os direitos legítimos fundamentais dos Cipriotas Gregos e Turcos. A solução que vier a ser acordada será então objecto de referendo simultâneo pelas duas partes.
